Mal começo a esperar por ele, já termina
O ano vai de janeiro a dezembro num estalo
Sequer escrevo uma estrofe, uma rima.
Chegam as festas, mas, já não se festeja o essencial.
O que era sagrado vira profano.
Pois o que alimenta não sacia o ser humano
E fartos e vazios não conseguem ver o nascimento no natal.
Tanta rapidez, tanta superficialidade desorienta.
Vive-se no piloto automático sem noção
do tempo e sem ver sentido na comemoração.
Natal, ano novo: O que são?
É preciso buscar a verdadeira paz que orienta
Bem distinta dessa farsa barulhenta.
Cleo...