Como se torna curioso o fato de fazer escolhas. Ao nascermos recebemos um nome e durante toda a vida precisamos nos habituar a ele. Primeiro é necessário aprender a distingui-lo, ou seja, quando nos chamam por esse nome precisamos saber que aquele som se refere a nós. Depois de nos acostumarmos à linguagem oral do nosso nome, vem à idade escolar e com ela a necessidade de aprender a escrever esse nome. Nessa fase inicial, quanto menor e mais simples o nome e o sobrenome, mais fácil se torna.
Após esse aprendizado escrito partimos para a próxima etapa: a da origem e do significado. De acordo com a orientação de nossos professores vamos à pesquisa de campo, isto é, para a nossa casa e lá perguntamos a quem é autoridade nesse assunto: nossos pais. Descobertos assim a origem e o significado do nosso nome, passamos a senti-lo nosso, pertencentes a nós e nós a ele. Vida afora seguimos, fazendo abreviações do mesmo, recebendo alguns apelidos, nos sentindo mais importantes se ele também pertencer a alguma celebridade, em suma, convivendo com essa herança lingüística. E convivemos tão bem que passamos a utilizá-lo quase que automaticamente em todos os mecanismos que o solicitam.
Entretanto, há outros momentos, já na vida adulta, em que se faz necessário incrementá-lo. Ainda é muito comum que as mulheres quando se casam venham a adotar o sobrenome do marido, mas já existem muitas que deixaram de fazê-lo, uma vez que legalmente, há essa possibilidade e continuam então a assinar seus nomes de solteiras. Para aquelas que adotam o novo sobrenome, há novamente a necessidade da adaptação a ele. E assim precisam conhecer sua história para se sentir parte dela.
Há também os casos daqueles que utilizam um nome artístico. Muitas vezes é simples, alguns nomes parecem já haver sido escolhidos exatamente para a carreira que seu dono irá seguir. Outros nem tanto, precisam de algumas modificações, e às vezes, mesmo já tendo sido adotados e estar sendo usados passam por pequenas adaptações.
Mas o momento de fazer a escolha é algo muito interessante. Passa-se por inúmeras dúvidas e bobas inquietações. Se o nome é muito curto, pode não causar impacto, mas um nome muito impactante pode chamar mais atenção para si do que para a obra do seu autor. Dependendo da carreira escolhida um nome musical é uma excelente escolha. Porém, pode a ele faltar a conotação de seriedade necessária a alguns trabalhos.
Se de um nome longo tira-se dois ou três sobrenomes, pode-se entender que se está relegando parte da sua história. Se o mantém, há a segurança de se sentir completa, com a totalidade das suas raízes. Mas será que a história contada por nosso nome e sobrenome evidencia quem realmente somos? Essa dúvida me inquieta há algum tempo. Chego a várias conclusões e por fim não decido por nenhuma.
Diante disso, continuo agindo da forma que acredito: que nome e sobrenome, sejam eles curtos ou longos, não constituem uma boa obra, ou não indicam sucesso para seu autor, e por isso sigo escrevendo. Mais um pouco. Um pouco mais. E deixo o nome assim como está.
Cleo...
Após esse aprendizado escrito partimos para a próxima etapa: a da origem e do significado. De acordo com a orientação de nossos professores vamos à pesquisa de campo, isto é, para a nossa casa e lá perguntamos a quem é autoridade nesse assunto: nossos pais. Descobertos assim a origem e o significado do nosso nome, passamos a senti-lo nosso, pertencentes a nós e nós a ele. Vida afora seguimos, fazendo abreviações do mesmo, recebendo alguns apelidos, nos sentindo mais importantes se ele também pertencer a alguma celebridade, em suma, convivendo com essa herança lingüística. E convivemos tão bem que passamos a utilizá-lo quase que automaticamente em todos os mecanismos que o solicitam.
Entretanto, há outros momentos, já na vida adulta, em que se faz necessário incrementá-lo. Ainda é muito comum que as mulheres quando se casam venham a adotar o sobrenome do marido, mas já existem muitas que deixaram de fazê-lo, uma vez que legalmente, há essa possibilidade e continuam então a assinar seus nomes de solteiras. Para aquelas que adotam o novo sobrenome, há novamente a necessidade da adaptação a ele. E assim precisam conhecer sua história para se sentir parte dela.
Há também os casos daqueles que utilizam um nome artístico. Muitas vezes é simples, alguns nomes parecem já haver sido escolhidos exatamente para a carreira que seu dono irá seguir. Outros nem tanto, precisam de algumas modificações, e às vezes, mesmo já tendo sido adotados e estar sendo usados passam por pequenas adaptações.
Mas o momento de fazer a escolha é algo muito interessante. Passa-se por inúmeras dúvidas e bobas inquietações. Se o nome é muito curto, pode não causar impacto, mas um nome muito impactante pode chamar mais atenção para si do que para a obra do seu autor. Dependendo da carreira escolhida um nome musical é uma excelente escolha. Porém, pode a ele faltar a conotação de seriedade necessária a alguns trabalhos.
Se de um nome longo tira-se dois ou três sobrenomes, pode-se entender que se está relegando parte da sua história. Se o mantém, há a segurança de se sentir completa, com a totalidade das suas raízes. Mas será que a história contada por nosso nome e sobrenome evidencia quem realmente somos? Essa dúvida me inquieta há algum tempo. Chego a várias conclusões e por fim não decido por nenhuma.
Diante disso, continuo agindo da forma que acredito: que nome e sobrenome, sejam eles curtos ou longos, não constituem uma boa obra, ou não indicam sucesso para seu autor, e por isso sigo escrevendo. Mais um pouco. Um pouco mais. E deixo o nome assim como está.
Cleo...
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