Dor da gente
Outrora sangrar era raro
Difícil acontecer um sangramento
na vida, na arte, na ficção
Arrisco dizer que, agora, sangrar
se tornou um feito comum
Muitos sangram suas vidas
até que elas se extingam
Outros sangram no papel
para tornar verossímil
a história que contam
Ouso acreditar que o difícil
é parar esses sangramentos,
fazer pontos nas feridas da existência
e seguir vivendo enquanto os pontos
ainda não estão cicatrizados
E mais. Loucamente acrescento
que dificuldade maior
é a dolorosa recaída por exposição
à uma situação semelhante à fatídica
sem estar recuperado
do desventurado event
Então sangrar é fato contado,
mas seguir com a vida se esvaindo
pelos pontos mal costurados
e novamente abertos antes de cicatrizar,
não é contado,
porque a dor da gente
não vale o preço de mercado
Difícil acontecer um sangramento
na vida, na arte, na ficção
Arrisco dizer que, agora, sangrar
se tornou um feito comum
Muitos sangram suas vidas
até que elas se extingam
Outros sangram no papel
para tornar verossímil
a história que contam
Ouso acreditar que o difícil
é parar esses sangramentos,
fazer pontos nas feridas da existência
e seguir vivendo enquanto os pontos
ainda não estão cicatrizados
E mais. Loucamente acrescento
que dificuldade maior
é a dolorosa recaída por exposição
à uma situação semelhante à fatídica
sem estar recuperado
do desventurado event
Então sangrar é fato contado,
mas seguir com a vida se esvaindo
pelos pontos mal costurados
e novamente abertos antes de cicatrizar,
não é contado,
porque a dor da gente
não vale o preço de mercado
Cleonice Lopes-Flois
Nenhum comentário:
Postar um comentário