Há um ar de
melancolia
Quando se finda
a tarde.
E no peito uma
saudade tardia
Começa a fazer
alarde.
Sopra um vento
meio triste
Que mal balança
as folhas.
E, em mim, um
sentimento insiste
Repensar velhas
escolhas.
O tempo não me
acompanha e eu o caço
Dentro de mim,
no meu compasso.
Para que siga
meu ritmo e não me atropele
Não me mostre,
nem me exponha, nem revele.
Vai a tarde,
vem a noite.
E com ela uma
angústia que arde.
É a saudade de
um tempo que, covarde
Se fora,
deixando a lembrança como açoite.
E então, em
meio às dúvidas corriqueiras.
Lembro das
escolhas que fizeram
De mim o que
sou. Tão simples eram.
Mas capazes de
afetar vidas inteiras.
Ao começar não
se pensa em fracasso.
Estava certa
que a decisão certa fora tomada.
Mas passa o
tempo e não importa o que faço.
Às vezes me
vejo na encruzilhada.
Reviso minha
história. Eu no tempo e no espaço
Repenso as
escolhas. Novos planos traço.
Mas pouco muda,
pois cada escolha efetuada.
É escolha do
coração. – Mais nada!
Cleo...