segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Escolhas


Há um ar de melancolia
Quando se finda a tarde.
E no peito uma saudade tardia
Começa a fazer alarde.

Sopra um vento meio triste
Que mal balança as folhas.
E, em mim, um sentimento insiste
Repensar velhas escolhas.

O tempo não me acompanha e eu o caço
Dentro de mim, no meu compasso.
Para que siga meu ritmo e não me atropele
Não me mostre, nem me exponha, nem revele.

Vai a tarde, vem a noite.
E com ela uma angústia que arde.
É a saudade de um tempo que, covarde
Se fora, deixando a lembrança como açoite.

E então, em meio às dúvidas corriqueiras.
Lembro das escolhas que fizeram
De mim o que sou. Tão simples eram.
Mas capazes de afetar vidas inteiras.

Ao começar não se pensa em fracasso.
Estava certa que a decisão certa fora tomada.
Mas passa o tempo e não importa o que faço.
Às vezes me vejo na encruzilhada.
                                                   
Reviso minha história. Eu no tempo e no espaço
Repenso as escolhas. Novos planos traço.
Mas pouco muda, pois cada escolha efetuada.
É escolha do coração. – Mais nada!

Cleo...

2 comentários:

  1. Cleo, boa noite.

    Parabéns pelo seu blog.
    Sua poesia é de muita qualidade.
    Você consegue captar a beleza da simplicidade.

    Grande abraço, poetisa!

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