segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Árvore


Quase se foram todas as suas folhas.
Não tem mais flores, nem mais frutos.
Para que eu cheire... Para que eu colha...
Teu corpo é deserto de atributos!?

As poucas folhas que ainda restam
São incertas, frágeis, sós.
Ao balançar com o vento atestam:
“Iremos também nós!”

Já fostes toda verde. Verde exuberância
Seus galhos – finos, retos, retorcidos...
Mal se viam. Cobertos com elegância
Por esvoaçantes vestidos.

O que pensavas ser teu/tua
Deixou-te/deixastes ao longo da vida.
Estás agora semidespida.
Mais um pouco e ficarás nua!

Já não abrigas os pássaros ao anoitecer
Tampouco os homens durante o dia
Todo seu valor irás perder?
Não! Ainda oferecerás tua companhia.

Cleo...

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